sábado, 3 de março de 2012

Porque buscar a verdade?

“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31-32).
Que liberdade é essa que Jesus nos oferecia pelo conhecimento da verdade?
 Muitas das vezes, nos consideramos livres. Porém, vejamos alguns casos:
1)      Todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa que fica irada quando contrariada, que fica com uma raiva incontrolável, a qual não consegue conter. Se não consegue conter, então é porque está sob domínio da ira. Se está sob domínio da ira, é seu escravo e, portanto, não está livre.
2)      Todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa que guarda mágoa ou rancor por algo que lhe fizeram e sofre por causa disso. Sofre por achar que foi injustiçada ou por não conseguir que os outros compreendam o que ocorreu. Sofre por melindres e por não conseguir enxergar o próprio engano. Essa pessoa torna-se uma escrava, uma refém, de seus próprios sentimentos, ou seja, não está livre.
3)      Todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa que se tornou depressiva por não se sentir aceita pela sociedade ou por um grupo, a ponto de criar um sentimento de auto-piedade que a leva a mutilar seus pensamentos elevados e que fica, portanto, escrava de seus próprios pensamentos negativos, ou seja, não está livre.
E a grande maioria dos habitantes da Terra se identificará com pelo menos um desses casos, sem contar os que não foram relatados aqui.
Então, qual liberdade Jesus nos apresentou na passagem apresentada em João (capítulo 8)? Foi justamente a liberdade pelo conhecimento da verdade.
E, como podemos conhecer a verdade? Por meio do estudo e da prática do bem.
O estudo sério, constante, permite que desenvolvamos a segurança pelo conhecimento. A prática nos fornece a sabedoria.
Não basta o estudo, assim como não basta o trabalho. Sigamos a orientação de Tiago (capítulo 2, versículo 8): 

“Tu tens fé e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé”.

Seguir Jesus é ter consciência plena dos motivos que nos levam a segui-Lo, é agir no bem sabendo porque devemos agir assim.
O primeiro passo para conhecer a verdade é estudar o Evangelho de Jesus. Não me refiro a ler, mas a se aprofundar nos ensinamentos do Mestre, inclusive na prática do amor. E isso independe da fé professada. Condenar os que professam uma fé, os que seguem uma religião, distinta da que professamos é uma atitude anti-cristã.
Paulo nos alerta (Filipenses 1:27) a seguir Jesus, independente da religião que siga:

 “Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho do Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica”. 

Paulo não pede para que professemos esta ou aquela fé, para que sigamos esta ou aquela Igreja, mas nos convoca para, “acima de tudo”, agirmos como verdadeiros cristãos.
As interpretações dos livros sagrados podem ser diferentes, mas a essência é a mesma: divulgar e perpetuar os ensinamentos do Mestre Jesus e agir conforme pregamos. Unidos pelo Cristo, mesmo professando fés distintas, o bem se espalhará por todo o Mundo. Nos aprofundemos nos ensinamentos do Mestre e, assim, conheceremos a verdade e a verdade nos libertará. Sigamos Jesus em toda a Sua essência, unamo-nos em Cristo e glorifiquemos a Deus, nosso Pai.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O Salmo 39

Foi meu aniversário de 39 anos. Eu havia lido que uma prática judáica era (ou é, ainda) ler o Salmo de número correspondente à idade. Então, decidi seguir essa tradição e à orientação da questão 275 de O Livro dos Espíritos, bem como à orientação de Jesus quando disse "Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir". Para esse ano, até o meu próximo aniversário, lerei rigorosamente todos os dias o Salmo 39, o qual gostaria de compartilhar com todos os leitores desse blog.

"Salmo 39
1. Disse comigo mesmo: guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto estiver na minha presença o ímpio.
2. Emudeci em silêncio, calei acerca do bem, e a minha dor se agravou.
3. Esbraseou-se-me no peito o coração; enquanto eu meditava, ateou-se o fogo; então, disse eu com a própria língua:
4. Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade.
5. Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença o prazo de minha vida é nada. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade.
6. Com efeito, passo o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará.
7. E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.
8. Livra-me de todas as minhas iniquidades; não me faças o opróbrio do insensato.
9. Emudeço, não abro os lábios porque tu fizeste isso.
10. Tira de sobre mim o teu flagelo; pelo golpe de tua mão, estou consumido.
11. Quando castigas o homem com repreensões, por causa da iniquidade, destróis nele, como traça, o que tem de precioso. Com efeito, todo homem é pura vaidade.
12. Ouve, Senhor, a minha oração, escuta-me quando grito por socorro; não te emudeças à vista de minhas lágrimas, porque sou forasteiro à tua presença, peregrino como todos os meus pais o foram.
13. Desvia de mim o olhar, para que eu tome alento, antes que eu passe e deixe de existir.
"
(Versão de João Ferreira de Almeida, 2a. ed, Sociedade Bíblica do Brasil, 2009)

Tenho certeza de que interpretarei de formas diferentes com o passar dos dias. Hoje, entendo que não há limites para falar de Deus. Tomo a divulgação do bem que Deus faz em minha vida como norma para o trabalho para o qual Ele me designou.

Isso é o que eu gostaria de compartilhar, hoje, tomando os leitores amigos como testemunhas de meu compromisso.

Fiquem com Deus.