sexta-feira, 15 de março de 2013

Os textos antigos

Muitos de nós já ouvimos falar que espíritas não leem a Bíblia. Pois bem, para a ignorância, nada melhor do que os originais.

Nesse sentido, convido a todos os que compartilham das ideias espalhadas a quatro cantos que o Antigo Testamento é um livro ultrapassado, a ler as questões 59, 275, 560, de O Livro dos Espíritos.

Vou mais além: trago algumas palavras dos próprios Espíritos Superiores. Vejamos um trecho sobre isso na questão 1010: "Logo se reconhecerá que o Espiritismo ressalta a cada passo do próprio texto das Escrituras sagradas. Os Espíritos não vêm, pois, destruir a religião, como alguns o pretendem, mas, ao contrário, vêm confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis".

Kardec nos exorta a buscar conhecer antes de criticar. Compartilho um trecho da Conclusão de O Livro dos Espíritos: "Zombar de uma coisa que não se conhece, que não se sondou com o escalpelo do observador consciencioso, não é criticar, é fazer prova de imprudência e dar uma infeliz ideia de seu próprio julgamento".

Portanto, companheiros, vislumbramos um oceano de ensinamentos no Antigo e no Novo Testamentos e nos preocupamos com uma pequena onda que se forma na areia da praia e logo some.

Quando perguntado sobre o Antigo e o Novo Testamentos, Emmanuel foi categórico em O Consolador. Vejamos as perguntas 267, 281 e 282.


267 –Qual a posição do Velho Testamento no quadro de valores da educação religiosa
do homem?
-No quadro de valores da educação religiosa, na civilização cristã, o Velho
Testamento, apesar de suas expressões altamente simbólicas, poucas vezes acessíveis
ao raciocínio comum, deve ser considerado como a pedra angular, ou como a fontemáter
da revelação divina.



281 –A leitura do Velho Testamento e do Evangelho, nos círculos familiares, como é de
hábito entre muitos povos europeus, favorece a renovação dos fluídos salutares de paz
na intimidade do coração e do ambiente doméstico?
-Essa leitura é sempre útil, e quando não produz a paz imediata, em vista da
heterogeneidade de condições espirituais daqueles que a ouvem em conjunto, constitui sempre proveitosa sementeira evangélica, extensiva às entidades do plano invisível,
que a assistem, sendo lícito esperar mais tarde o seu florescimento e frutificação.


282 –Se devemos considerar o Velho Testamento como a pedra angular da Revelação
Divina, qual a posição do Evangelho de Jesus na educação religiosa dos homens?
-O Velho Testamento é o alicerce da Revelação Divina. O Evangelho é o edifício
da redenção das almas. Como tal, devia ser procurada a lição de Jesus, não mais para
qualquer exposição teórica, mas visando cada discípulo o aperfeiçoamento de si
mesmo, desdobrando as edificações do Divino Mestre no terreno definitivo do Espírito.



Portanto, meus amigos, entre os que elaboram teorias contrárias aos textos antigos e as obras fundamentais da Doutrina Espírita, sou levado pelo bom senso, pela lógica e pela razão: fico com a Doutrina Espírita, o que é a mesma coisa que ficar com a Bíblia.