domingo, 16 de setembro de 2012

O papel dos pais na educação dos filhos


             Vou falar como filho, como pai e como marido, compartilhando com vocês as minhas leituras e as minhas experiências.
Não posso deixar de citar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a interrupção da gestação de anencéfalos.
                Mães, amem seus filhos. Se ele ainda está em seu ventre ou se já está ao seu lado, ame-o, pois ele é um presente de Deus e merece a oportunidade de viver em nosso mundo.
“A mulher que abraça de coração alegre e devotado as tarefas da organização familiar é sempre abençoada e assistida com extremo carinho pela Divina Providência.”
                O espírito que encarna como mulher tem a oportunidade de adquirir afetividade, ternura, sensibilidade, carinho, delicadeza. O que podem realizar quando esclarecidas nos ensinos do Divino Mestre Jesus em seu Evangelho?
                Segundo Emmanuel, no livro MÃE (ditado a Chico Xavier), “Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à própria sublimação. Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhes relegam a alma a lamentável abandono.”
                Parto do princípio que o Evangelho de nosso Mestre Jesus contém tudo o que necessitamos para o nosso aperfeiçoamento moral. É o Evangelho, portanto, o nosso livro-guia, a palavra de Deus na Terra. Pais não precisam de títulos acadêmicos para melhor instruir e orientar seus filhos, mas necessitam abrir o coração para os sublimes ensinamentos do Mestre Jesus.
                Nesse sentido, gostaria de citar João 19:25: “E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena.” Maria de Nazaré estava ao lado do filho, como a ampará-lo naquele momento de dor, amparar Jesus de Nazaré, o maior homem que já pisou nos solos de nosso planeta.
                E nós? Quem recebemos em nossos lares? Recebemos por filhos os filhos de Deus. E quando Deus nos perguntar: “que fizeste do filho confiado à vossa guarda?” o que responderemos? Estamos prontos para assumir a responsabilidade? Temos, portanto, obrigação em aproximar de Deus essas almas a nós confiadas.
                Se cumprirmos bem essa tarefa, receberemos a recompensa de ver nossos filhos cada vez mais próximos de Deus e, portanto, no caminho da felicidade.
                Porém, se cumprirmos mal, poderemos receber como castigo a visão de nossos filhos entre os infelizes, entre os sofredores. Nesse caso, perturbados e atormentados pelo remorso, pediremos para reparar as nossas faltas, o que pode ser feito por meio de uma nova encarnação para nós e para as almas que deixamos de orientar. Assim, teremos nova oportunidade de apresentar-lhes o Evangelho de Jesus, na teoria e na prática.
                O papel da mãe é fundamental, pois a mulher tem a sensibilidade que lhe é natural e ela pode, mais do que o homem, auxiliar no processo de libertação das almas a ela confiadas.
Segundo Isaías 127:3: “Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão.” E Paulo nos esclarece, em Efésios 6:4: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” E, ainda, em Provérbios 29:15-17: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe. Quando os perversos se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a ruína deles. Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma.”
                É necessário, portanto, apresentar aos nossos filhos a moral do Cristo, os ensinamentos cristãos que os conduzirá ao Criador.
Nem toda mulher pode ser mãe, mas as que Deus abençoou com essa doce tarefa devem agir com responsabilidade e com amor. A mãe cuida do filho enquanto ele está em seu ventre. Cuida dele enquanto ele necessita de cuidados constantes, durante a infância. A mãe tem paciência e amor quando os filhos se encontram na adolescência. A mãe ampara os filhos quando eles são adultos. O trabalho da mãe não termina.
Portanto, filhos, amem as suas mães. Mães, amem os seus filhos.
                Conforme Colossenses 3:18-25: “Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor. Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura. Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados. (...) A Cristo, o Senhor, é que estais servindo; pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.”              
                Somos todos nós filhos de Deus Pai.
                Coloquemos o Evangelho de Jesus em nossos corações e sejamos servos do Cristo, cooperando para o Bem Universal.
                Mães, recebam seus filhos com todo o amor que puderem. Deem graças a Deus por poderem gerar um filho. Não desperdicem essa santa oportunidade, mesmo que endossada pelas leis do homem. O mal é o mal, mesmo que todos façam. O bem é o bem, mesmo que ninguém faça. Sejam fiéis aos desígnios de Deus e permaneçam firmes.
                Filhos, amem suas mães, mesmo que elas não ajam da forma que vocês gostariam. Elas nos foram enviadas por Deus para nos orientar no caminho que leva a Ele. Elas são anjos do Senhor que velam pelo nosso sono, mesmo que à distância.
                No livro O Consolador, na pergunta 108 (“Onde a base mais elevada para os métodos de educação?”), Emmanuel nos esclarece: “As noções religiosas, com a exemplificação dos mais altos deveres da vida, constituem a base de toda a educação, no sagrado instituto da família”.
                Mãe, edifique seu lar em acordo com o Evangelho do Cristo. Os que compartilham contigo o lar da terra serão eternamente gratos por você lhes mostrar o verdadeiro caminho para a felicidade.