Vou
falar como filho, como pai e como marido, compartilhando com vocês as minhas
leituras e as minhas experiências.
Não
posso deixar de citar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a interrupção
da gestação de anencéfalos.
Mães, amem seus filhos. Se
ele ainda está em seu ventre ou se já está ao seu lado, ame-o, pois ele é um
presente de Deus e merece a oportunidade de viver em nosso mundo.
“A
mulher que abraça de coração alegre e devotado as tarefas da organização
familiar é sempre abençoada e assistida com extremo carinho pela Divina
Providência.”
O espírito que encarna como
mulher tem a oportunidade de adquirir afetividade, ternura, sensibilidade,
carinho, delicadeza. O que podem realizar quando esclarecidas nos ensinos do
Divino Mestre Jesus em seu Evangelho?
Segundo Emmanuel, no livro
MÃE (ditado a Chico Xavier), “Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou
agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure
ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à própria sublimação.
Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhes relegam a alma
a lamentável abandono.”
Parto do princípio que o
Evangelho de nosso Mestre Jesus contém tudo o que necessitamos para o nosso
aperfeiçoamento moral. É o Evangelho, portanto, o nosso livro-guia, a palavra
de Deus na Terra. Pais não precisam de títulos acadêmicos para melhor instruir
e orientar seus filhos, mas necessitam abrir o coração para os sublimes
ensinamentos do Mestre Jesus.
Nesse sentido, gostaria de citar
João
19:25: “E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher
de Clopas, e Maria Madalena.” Maria de Nazaré estava ao lado do filho, como a
ampará-lo naquele momento de dor, amparar Jesus de Nazaré, o maior homem que já
pisou nos solos de nosso planeta.
E nós? Quem recebemos em
nossos lares? Recebemos por filhos os filhos de Deus. E quando Deus nos
perguntar: “que fizeste do filho confiado à vossa guarda?” o que responderemos?
Estamos prontos para assumir a responsabilidade? Temos, portanto, obrigação em
aproximar de Deus essas almas a nós confiadas.
Se cumprirmos bem essa
tarefa, receberemos a recompensa de ver nossos filhos cada vez mais próximos de
Deus e, portanto, no caminho da felicidade.
Porém, se cumprirmos mal, poderemos
receber como castigo a visão de nossos filhos entre os infelizes, entre os
sofredores. Nesse caso, perturbados e atormentados pelo remorso, pediremos para
reparar as nossas faltas, o que pode ser feito por meio de uma nova encarnação
para nós e para as almas que deixamos de orientar. Assim, teremos nova
oportunidade de apresentar-lhes o Evangelho de Jesus, na teoria e na prática.
O papel da mãe é
fundamental, pois a mulher tem a sensibilidade que lhe é natural e ela pode,
mais do que o homem, auxiliar no processo de libertação das almas a ela
confiadas.
Segundo Isaías 127:3: “Herança do Senhor são os
filhos; o fruto do ventre, seu galardão.” E Paulo nos esclarece, em Efésios 6:4: “E vós, pais, não
provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do
Senhor.” E, ainda, em Provérbios 29:15-17: “A vara e a disciplina dão
sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.
Quando os perversos se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os
justos verão a ruína deles. Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará
delícias à tua alma.”
É necessário, portanto,
apresentar aos nossos filhos a moral do Cristo, os ensinamentos cristãos que os
conduzirá ao Criador.
Nem
toda mulher pode ser mãe, mas as que Deus abençoou com essa doce tarefa devem
agir com responsabilidade e com amor. A mãe cuida do filho enquanto ele está em
seu ventre. Cuida dele enquanto ele necessita de cuidados constantes, durante a
infância. A mãe tem paciência e amor quando os filhos se encontram na
adolescência. A mãe ampara os filhos quando eles são adultos. O trabalho da mãe
não termina.
Portanto,
filhos, amem as suas mães. Mães, amem os seus filhos.
Conforme Colossenses 3:18-25: “Esposas, sede submissas ao
próprio marido, como convém no Senhor. Maridos, amai vossa esposa e não a
trateis com amargura. Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é
grato diante do Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não
fiquem desanimados. (...) A Cristo, o Senhor, é que estais servindo; pois
aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há
acepção de pessoas.”
Somos todos nós filhos de
Deus Pai.
Coloquemos o Evangelho de
Jesus em nossos corações e sejamos servos do Cristo, cooperando para o Bem
Universal.
Mães, recebam seus filhos
com todo o amor que puderem. Deem graças a Deus por poderem gerar um filho. Não
desperdicem essa santa oportunidade, mesmo que endossada pelas leis do homem. O
mal é o mal, mesmo que todos façam. O bem é o bem, mesmo que ninguém faça.
Sejam fiéis aos desígnios de Deus e permaneçam firmes.
Filhos, amem suas mães,
mesmo que elas não ajam da forma que vocês gostariam. Elas nos foram enviadas
por Deus para nos orientar no caminho que leva a Ele. Elas são anjos do Senhor
que velam pelo nosso sono, mesmo que à distância.
No livro O Consolador, na
pergunta 108 (“Onde a base mais elevada para os métodos de educação?”),
Emmanuel nos esclarece: “As noções religiosas, com a exemplificação dos mais
altos deveres da vida, constituem a base de toda a educação, no sagrado
instituto da família”.
Mãe, edifique seu lar em
acordo com o Evangelho do Cristo. Os que compartilham contigo o lar da terra
serão eternamente gratos por você lhes mostrar o verdadeiro caminho para a
felicidade.