“Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao
fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha,
até ficar tudo levedado.”
Mateus 13:33
Nesta passagem, a mulher coloca a 1ª
parte de fermento e
espera a massa reagir. Quando a massa reage, está pronta para
receber a 2ª
parte. A massa cresce
mais ainda e a mulher coloca a 3ª
parte. A massa
atinge, então, o ponto
desejado desde o início do processo.
Na
1ª revelação, o foco estava em Moisés, o legislador do povo
Hebreu. A Humanidade não estava preparada para uma religião
puramente espiritual. Na 2ª revelação, o foco estava no CRISTO, o
amor encarnado. Na 3ª revelação, o foco não estava em Kardec, mas
no CRISTO, também, uma vez que o Divino Mestre encaminhou seus
mensageiros para esclarecer a Humanidade da necessidade do retorno ao
Cristianismo dos primeiros tempos. Allan Kardec foi o codificador da
Doutrina Espírita, ou seja, ele organizou os ensinamentos que foram
enviados pelos Espíritos Superiores ligados diretamente ao CRISTO. O
foco, portanto, não foi em Kardec. Muitos dizem que os espíritas
não seguem ao Cristo, mas a Kardec. Quem
afirma isso, ou não tem o menor conhecimento da Doutrina Espírita,
ou age de má fé. Eu prefiro pensar na 1ª opção. Por
exemplo, não basta uma obra ser psicografada para ser Espírita. Há
muitas obras que foram ditadas por espíritos e que não são
Espíritas.
A Doutrina Espírita
não veio para os espíritas, mas para a Humanidade. Os espíritas
adotaram a Doutrina Espírita como meio de alcançar o CRISTO.
Portanto, as mensagens esclarecedoras e consoladoras são são
exclusivas para os espíritas. Porém, os espíritas as aceitam como
orientações divinas para o retorno ao Evangelho do Cristo.
Dentre as inúmeras
mensagens dos espíritos, a obra “O Evangelho Segundo o
Espiritismo” (que não é substituto do Evangelho do Cristo e,
muito menos, o Evangelho dos espíritas, como muitos dizem, mas o
Evangelho interpretado por espíritos superiores) traz, em seu
capítulo 1, a mensagem de um espírito que se autodenomina “Um
Espírito Israelita”. Diz ele:
O povo Hebreu foi o instrumento de que Deus se serviu para fazer
sua revelação por Moisés e pelos profetas. (1ª
parte do fermento)
Continua ele:
O
Cristo foi o iniciador da moral mais pura e mais sublime: a moral
evangélico-cristã que deve renovar o mundo, aproximar os homens e
torná-los irmãos.
(2ª parte do fermento)
E continua,
ainda:
São chegados os tempos em que as ideias morais devem se
desenvolver para cumprir os progressos que estão nos desígnios de
Deus. (3ª parte do fermento)
No
século XIX, a Humanidade ocidental vivia uma onda de materialismo
muito grande, fugindo dos ensinamentos de Jesus. A Doutrina Espírita
veio trazer o Cristo de volta. A mensagem anterior esclarece, em
partes, o plano de salvação para a Humanidade.
Há
uma renovação da necessidade de buscar a Verdade nas Escrituras. Os
Espíritos Superiores nos exortam à leitura da Bíblia como forma de
libertação pela reforma íntima. Vejamos algumas passagens:
Livro dos Espíritos
– questão 625: Qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu
ao homem para lhe servir de guia e de modelo?
Resposta: Vede
Jesus.
Livro dos Espíritos
– questão 59: Considerações e concordâncias bíblicas
sobre a Criação (o Gênesis).
Livro dos Espíritos
– questão 275: Resposta: Lê os Salmos.
Livro dos Espíritos
– questão 560: Resposta: Como está dito no Eclesiastes
...
Livro O Consolador
– Emmanuel (1941):
267 –Qual
a posição do Velho Testamento no quadro de valores da educação
religiosa do homem?
- ... deve ser
considerado como a pedra angular, ou como a fonte máter da revelação
divina.
282 –Se devemos
considerar o Velho Testamento como a pedra angular da Revelação
Divina, qual a posição do Evangelho de Jesus na educação
religiosa dos homens?
-O Velho Testamento é
o alicerce da Revelação Divina. O Evangelho é o edifício
da redenção das almas. Como tal, devia ser procurada a lição
de Jesus, não mais para qualquer exposição teórica, mas visando
cada discípulo o aperfeiçoamento de si mesmo, desdobrando as
edificações do Divino Mestre no terreno definitivo do Espírito.
Portanto,
as obras da Doutrina Espírita deixam claro que o único caminho para
a libertação é o Cristo. Buscar ao Cristo por meio do Seu
Evangelho é aceitá-Lo como o Divino Mestre que nos guia ao Reino dos Céus, de volta ao Pai, sendo Jesus o Bom
Pastor e a Luz do Mundo.