“A bendita
renovação da alma pertence àqueles que ouviram os ensinamentos do Mestre
Divino, exercitando-lhes a prática. Muitos recebem notícias do Evangelho, todos
os dias, mas somente os que ouvem estarão transformados.” (ditado por Emmanuel
a Francisco Cândico Xavier, no livro Caminho, Verdade e Vida)
Nós conhecemos,
de fato, Jesus de Nazaré? Estabelecemos sintonia com o Rabi da Galileia? Na
citação acima, Emmanuel é enfático quando nos alerta que a renovação da alma
ocorre para os que praticam os ensinamentos de Jesus. Buscamos novas mensagens
quando sequer compreendemos as antigas. É importante não somente conhecer o
Evangelho de Jesus, mas praticá-lo em todos os momentos. Conforme nos orienta
Emmanuel, apenas os que ouvem os ensinamentos do Mestre estarão transformados.
Ouvir com a alma, com o coração, sem ansiedades, sem desesperos e sem
sentimentos de culpa. Nós temos nossas limitações e Deus não nos pede mais do
que somos capazes de cumprir. Portanto, é importante andar firme, em constante
transformação, sempre alerta às orientações e ensinamentos do Divino Mestre e
seus mensageiros, encarnados ou desencarnados. Porém, sem nos cobrar em
demasia, para que permaneçamos fiéis aos nossos propósitos de redenção.
Muitas das
vezes, almejamos as glórias da perfeição, sem querer abrir mãos dos prazeres
mundanos, materiais. Queremos ouvir os cantos dos anjos, mas voltamos nossa
atenção aos ruídos perniciosos que ainda nos atraem à atenção. Damos um passo
rumo ao Pai, mas damos dois de retorno aos nossos erros, quando atraímos novas
dívidas.
Frente às
dúvidas que ainda se fazem presentes aos nossos corações, Emmanuel nos
esclarece que “toda reforma terá de nascer no interior. Da iluminação do
coração vem a verdadeira cristianização do lar, e do aperfeiçoamento das
coletividades surgirá o novo e glorioso dia da Humanidade.” (Emmanuel, no livro
Dissertações Mediúnicas)
Olhamos muito à
nossa volta, buscando os erros dos nossos irmãos com o intuito, algumas vezes
inconsciente, de nos elevarmos perante os tropeços dos outros. Dormimos na
ignorância de buscar a reforma no exterior, nos comparando aos nossos irmãos de
jornada.
Escolhemos a
caridade, tomando como lema “fora da caridade, não há salvação”. Porém, muitas
vezes nos esquecemos da caridade para com o próximo mais próximo, dentro do
nosso lar. Fazemos parte de grupos que levam o amor aos que sofrem, mas não
enxergamos as lágrimas dos que convivem conosco. Em certas ocasiões, procuramos
atividades externas ao nosso lar como forma de fuga de nossas responsabilidades
familiares.
Atentemos aos
esclarecimentos de Lamennais, quando nos disse “sois todos deuses, quando
percorreis a Terra em nome da caridade; mas sois filhos do mundo quando
contemplais os sofrimentos atuais da Humanidade e não pensais em seu futuro
divino. Homem! que aquela palavra seja lida por teu coração e não por teus
olhos de carne. O Cristo não erigiu um Panteão: ergueu uma cruz. (ditado por
Lamennais ao médium A. Didier, na Sociedade Espírita de Paris, Revista
Espírita, fevereiro de 1862)
A caridade é,
sem dúvida, a prática do amor, o que nos leva ao Pai. Porém, Deus lê as nossas
intenções no mais profundo da nossa alma. Quando fazemos a caridade,
lembremo-nos de que o mais abençoado somos nós mesmos. Diminuir a dor do outro
pode enxugar as nossas próprias lágrimas, quando nossa intenção é servir aos
desígnios do Criador e seguir as orientações sublimes do nosso Mestre maior.
O Cristo nos
deixou o Seu Evangelho para nos orientar em nosso caminho ao Pai. Lamennais nos
orientou a ler os ensinamentos de Jesus com o coração, para não utilizarmos a caridade
para satisfação pessoal, egoísta, mas com o propósito único de distribuir o
amor.
O
encontro com Jesus ocorre todos os dias. Jesus se apresenta a nós a todos os
momentos, não somente para aliviar a nossa dor, mas também para nos exortar a
buscar o que Ele nos oferece para a nossa transformação. Lembremo-nos que Ele
nos disse: “mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque
a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida
eterna.” (João 4:14)
Aonde
encontramos a fonte de água viva? O Evangelho de Jesus é o fiel condutor de
nossas almas. Com a sua prática, beberemos da fonte de água viva e jamais
teremos sede.
Cabe
a cada um de nós criar, em nós mesmos, as melhores condições para que sejamos
os escolhidos. Não basta fazer a caridade, não basta conhecermos o Evangelho. É
preciso que nos entreguemos, com fé, a Deus, nosso Pai. E pratiquemos o
Evangelho em todos os locais, em todos os momentos. Às vezes, temos a ilusão de
praticar a caridade, quando, no nosso íntimo, buscamos satisfação pessoal com a
compra da entrada para o Reino de Deus.
Como disse
Lamennais, “Cristo não erigiu um panteão: ergueu uma cruz”. Para que seu
martírio não tenha sido em vão, cabe a cada um de nós buscar a nossa cruz e
segui-Lo.
No
Apocalipse, João nos esclarece que “Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Omega, o
princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da
água da vida. (Apocalipse 21:6)
A única água que matará a nossa sede é a oferecido por
Jesus. Busquemos o Mestre, pratiquemos a caridade com o amor que nos é possível
doar, e encontraremos a fonte da água viva. Sem culpas, sem ansiedade, comecemos
a nossa reforma íntima na intimidade do lar, compreendendo que Deus nos deu uma
oportunidade de reconciliarmo-nos com os nossos próximos, enquanto estamos no
caminho com eles, conforme Jesus nos ensinou.
Caro Fred:
ResponderExcluirParabéns pelo Blog, mas, acima de tudo, parabéns pelos conteúdos esclarecedores, sempre à luz da Doutrina Espírita. Continue firme em seus propósitos, ainda que o desânimo, muitas vezes, possa alcançá-lo. Deus te abençoe, hoje e sempre. PB
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